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DJ
Um
disc jockey (DJ ou dee jay) é um artista profissional
que seleciona e roda as mais diferentes composições
previamente gravadas para um determinado público alvo,
trabalhando seu conteúdo e diversificando seu trabalho
em pistas de dança de bailes, clubes, boates e danceterias.
Etimologia do termo
O
termo disc jockey foi primeiramente utilizado para descrever
anunciantes de rádio que introduziam e tocavam discos
de gramofone. O nome foi logo encurtado para DJ. Hoje, diante
dos numerosos fatores envolvidos, incluindo a composição
escolhida, o tipo de público alvo, a lista de canções,
o meio e o desenvolvimento da manipulação do
som, há diferentes tipos de DJs, sendo que nem todos
usam na verdade discos, alguns podem tocar com CDs, outros
com laptop (emulando com softwares]] como Traktor Final Scratch,
Virtual DJ, Serato Scratch Live e DJ Decks), entre outros
meios. Há também aqueles que mixam sons e vídeos,
mesclando seu conteúdo ao trabalho desenvolvido no
momento da apresentação musical.
Técnicas
e estilos
DJs
que atuaram até o meio da década de 1990 utilizavam
apenas discos de vinil em suas apresentações.
Em que pese o fato de já existirem CDs antes disso,
não haviam equipamentos que permitissem o sincronismo
da música entrante com a música em execução
(ajuste do pitch para posterior mixagem). A forma como esta
ação de mixagem é realizada, aliás,
é o principal diferencial entre os profissionais desta
área.
Um
DJ tem a percepção musical de saber quais composições
possuem velocidades (mensuradas em batidas por minuto) próximas
ou iguais, de forma que uma alteração em um
ou dois por cento da velocidade permite com que o compasso
das mesmas seja sincronizado e mixado, e o público
não consiga notar que uma faixa está acabando
e outra está iniciando, pois as duas faixas estão
no mesmo ritmo, métrica e velocidade.
DJs
das décadas de 1980 e 1990 sincronizavam a composição
mixada (entrante) regulando a velocidade do prato do toca-discos,
com o cuidado de fazer com que a agulha não escapasse
do sulco do vinil (que na prática faz com que a música
"pule") e também com que o timbre da voz
da música não ficasse, por demais, alterada
com a velocidade muito alta ou muito baixa do prato. Esta
alteração da velocidade era possível
em toca-discos que possuem o botão chamado pitch. O
toca-disco mais famoso, nesta época, era o Technics
SL-1200 MK-2, que até hoje é vendido e procurado
por profissionais e amantes do vinil pela robustez e força
que o seu motor de tracção directa apresenta.
Após
a popularização do CD, fabricantes como Pioneer,
Technics e Numark desenvolveram aparelhos do tipo CD player
com recursos próprios para DJ. Conhecidos como CDJs,
possuem botões especiais para alteração
de pitch, de retorno da faixa, de marcação de
ponto (efeito cue) e looping. O timbre da música passou
a ser controlado (opcionalmente) por um acionador específico,
normalmente conhecido como Master Tempo. Com este recurso,
mesmo que a composição esteja extremamente acelerada
(ou desacelerada), o timbre da voz, teclados, guitarras, etc.
é mantido, driblando de certa forma a capacidade de
percepção do público, em notar que determinado
som está tocando em velocidade diferente da normal.
Além disso, não há mais o risco de o
disco pular, apesar de o cuidado em se limpar as mídias
de CD ser o mesmo, pois uma mancha em uma mídia óptica
pode prejudicar e até interromper a canção
em execução. Outra facilidade destes equipamentos
é marcar o ponto de início da música
(designado cue point). Assim, um DJ com um simples toque no
botão pode retornar ao ponto de partida poucos segundos
antes de mixar a música sobre a que está sendo
executada.
Atente-se
aqui para o fato de que, além do talento musical obrigatório
a um DJ em se conhecer aproximadamente o tempo das composições
que ele pretende mixar durante sua apresentação,
o mesmo também deve conhecer onde, quando e se uma
composição ou determinada versão desta
possui uma região (geralmente sem vocal, com batidas
secas e pouco ou nenhum aparecimento de guitarras e teclados)
popularmente conhecida como quebrada, onde é possível
entrar a próxima composição sem que o
resultado fique confuso (com dois vocais de canções
diferentes "falando" ao mesmo tempo, por exemplo).
Este capricho é obrigatório para profissionais
que fazem mixagens ao vivo, tanto com vinil quanto com CDs.
O
DJ é, no fim das contas, um animador de eventos. Este
deve conhecer canções o suficiente para saber
como e quando mixá-las, deve sentir a vibração
do público que o está ouvindo, e saber mudar
um estilo na hora certa, para que a pista não esvazie.
Deve ser o mais eclético possível, ou deixar
bastante claro ao seu público e ao seu contratante
qual é seu estilo ou tendência. Existem DJ especializados
em raves. Outros, que se dedicam a canções que
já fizeram sucesso a oito, dez ou vinte anos atrás.
Compactos
As
versões das canções que um DJ utiliza
não são, geralmente, as mesmas versões
que normalmente se ouve em videoclipes ou estações
de rádio. Para cada nova canção que é
lançada no mercado, desde a década de 1970,
a gravadora lança um disco (ou CD) específico,
denominado compacto, para aquela canção. No
caso do vinil, um compacto também pode ser conhecido
como doze polegadas. Em CD, este é conhecido como 5
(cinco) polegadas. Um compacto é um disco ou CD que
possui uma mesma canção em várias versões,
produzidas especialmente para mixagens ou amantes de versões
alternativas. Enquanto uma versão normal de canção
possui normalmente de três a quatro minutos de duração,
uma versão de compacto pode durar até quinze
minutos, com grandes introduções, quebradas,
edições, reprises de vocal etc.. Estas versões
alteradas também são conhecidas como remixagens,
versões 12, versões club, versões estendidas.
Um compacto também pode conter versões instrumentais
e a cappella. Enquanto um álbum de coletânea
de determinado artista pode possuir um nome qualquer, um compacto
sempre tem o nome da canção que nele está
gravada, mesmo que o disco tenha apenas uma versão
da canção que o nomeia.
Composição
digital
Já
no fim do século XX, com a popularização
do formato MPEG-3 (popularmente conhecido como MP3) para canções
digitais, de programas de compartilhamento de arquivos como
o Napster e o surgimento de programas de edição
musical, surgiu uma nova casta de editores musicais auto-denominados
DJs. Apesar de estes possuírem, as vezes, até
certo talento para música, pois precisam alterar uma
faixa para mixar na anterior, tem seu trabalho extremamente
facilitado e, portanto, não são bem vistos por
profissionais que executam seu trabalho ao vivo em clubes,
casas, discotecas e eventos.
A
mixagem em computador é feita de forma caseira, e não
há o julgamento do público ao trabalho sendo
feito ao vivo. O que o público irá ouvir é
uma mixagem feita em estúdio e já gravada. Caso
uma canção seja alterada e mixada com a anterior,
mas o resultado não seja o esperado pelo editor (timbres,
batidas ou compassos dessincronizados, por exemplo), a ação
de mixagem pode ser desfeita e refeita quantas vezes forem
necessárias. Assim, o resultado final é uma
mixagem tão perfeita quanto artificial.
Porém,
grandes DJs também fazem uso destes programas para
criação de sequências de múltiplas
canções denominadas megamixes, de participações
de curta duração em programas de rádio
e até mesmo de novas versões de uma canções,
que não existam em seus respectivos compactos.
Existem
hoje em dia softwares capazes de simular na tela de um computador
dois toca discos ou cdjs e um mixer,com inumeros recursos
iguais ou até superiores aos melhores equipamentos,além
de alguns poderem ser baixados gratuitamente pela internet,esses
softwares estão se popularizando por serem uma alternativa
a quem deseja discotecar e não pode investir muito.
Entre esses programas destacam-se o Virtual Dj, Pcdj, Tracktor,Mix
Vibes entre outros.
(artigo
retirado da enciclopédia Wikipédia) |